Minha seta já não
Tem mais ponta…
Lançou-se bravamente
Em direção de alvos
Fugidios e escassos.
Tombou, veio ao chão.
Minha seta agora
Quer ser alvo….
Dezembro 19, 2007 por msgpravc
Minha seta já não
Tem mais ponta…
Lançou-se bravamente
Em direção de alvos
Fugidios e escassos.
Tombou, veio ao chão.
Minha seta agora
Quer ser alvo….
Postado em Patrícia | Tagged poesia, poetizando, queixa, seta, alvo, metamorfose | 4 Comentários
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o alvo? na certa não te espera…
então me diz qual é a meta?…
Ótimo poema. E apesar de, à primeira vista, a mente parecer buscar a música do Paulinho Moska como referência (provavelmente por contas dos termos ’seta’ e ‘alvo’), eu vejo esse poema bem ao inverso daquele, do cantor.
Gostei muito. Estou virando fã. Um abraço!
Paty, sua meta é a trajetória… Tagore que disse algo do tipo que a flecha, quando solta do arco, torna-se livre. Ledo engano, já que sua trajetória foi traçada pelo atirador. Entre o tiro e o acerto sobra essa liberdade, mesmo ilusória. O momento há de sempre valer a pena. A liberdade vale a pena, mesmo quando ela é apenas uma sensação. Ainda que ilusória, o nome liberdade lhe concede certos adjetivos… Hehehehe.
André, obrigada pela visita… Na verdade, cê tem razão. A música de Moska é invocada sim, mas a Paty tem o dom de deixar tudo novo de novo, lembrando do Moska outra vez. Hehehe.