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Arquivo da categoria ‘Patrícia’

Ele chegou e conquistou minha mente com suas palavras tão doentemente poéticas quanto posso dizer das minhas. Quanto tempo ficará? Não faço idéia. Mas duas opções são certas:
* Se apaixonará [achará que sim] e, não correspondido, como quer, irá embora. * Simplesmente, numa hora boba, descuidada, se manda e fica a folha seca da [...]

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Cansaço e falidade

É tão fácil você conseguir morrer… Ainda mais quando é isso o que se quer.
E nem sempre precisa ser doloroso não, mas há o risco idiota de não conseguir e ainda ficar com sequelas.
Muitos fazem apologias aos suicídio, outros o defendem o assunto como científico, afirmando e revisando todas as suas base.
Balela!
Quem [...]

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Aliciando

Num contorno qualquer
No país das maravilhas
Os ruídos serenos vazaram em azul
Enquanto meus nervos vermelhos
Vagavam, vibrantes, pelas veias tortas

Nas brasas de cigarros vagabundos
Queimei o jardim de naipe copas
E na ferrugem da lata de leite
Vingou a flor roxa do desejo

Sem guilhotina e nada no avesso
Fios vermelhos de sentimentos
Queimaram totalmente o silêncio
E a água da chuva no espelho
Era [...]

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Inglório

Que espaço é esse,
Doado ao dia,
Onde mal adormeço?

Lá fora as folhas
Úmidas e amareladas
Amanhecem outono

E o gato afia suas garras
Mirando a brisa que enverga
A roseira da casa ao lado

Coroa de espinhos
Irônico vento…

O mundo gira
E nenhuma glória me acode…

Patrícia Gomes
Imagem: Nullermanden

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É só saudades??

Há dias e noites em que dizer alguma coisa pode soar tão falso, ou um tanto quanto pedante. Eu hoje não sei ao certo o que dizer e como gostaria que soasse, mas não que fosse pedante. Sinto saudades de muita coisa que fomos, de muito que nos dizemos e de muito que sorrimos e [...]

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Noites

Tent
Tento escrever através de todo o meu quase morto passado sem errar um medo, uma angústia, um verbo sequer de um passo dado.
Nas raras noites que nascem virgens de mistérios e futuros quase chego a me esquecer, perdida em labirintos de mim mesma, em minha casa de mil portas abertas.
É como um livramento, uma bênção [...]

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Solilóquio

 
Fiz-me palavras e face desenhada em papel borrão, vitral, luminoso quadrado sem gosto e sem perfume. Modelei-me ao sabor do que sabia poderiam querer, mas pra quê? Dancei o tango sem par que me coube por direito suplicado. Foram tantos quereres jogados fora, tantos sonhos suaves e que jamais poderão sonhar com uma realidade feliz… [...]

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Seu Vôo…

Não, eu não me esqueci…
Quis muito fazer algo lindo pra  ti, mas acabei sendo enrolada por aqui e bom, só agora me vi, de certa forma, livre pra tentar lhe dizer oq ue me vai aqui, nesse meu coração que é o seu…
Mas  eu nem sei direito o que dizer, porque nunca o sei quando [...]

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Metamorfose…

Minha seta já não
Tem mais ponta…
Lançou-se bravamente
Em direção de alvos
Fugidios e escassos.
Tombou, veio ao chão.
 
Minha seta agora
Quer ser alvo….

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Dias Vermelhos!

Um certo alívio, era  tudo o que eu queria, alguma mão especial que conseguisse extrair de mim essa dor, que nada tem natural…
Queria voar tranquila, com minhas asas  coloridas, mas hoje elas estão murchas, no preto e branco frio de um sépia escorrido…
Odeio ter cólicas!!!

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